Aqui estao as experiencias de uma jovem aprendiz da turma 2002.2 do curso de Formacao de atores da Universidade. O titulo e uma homenagem a minha mais fiel companheira de infancia, a Anita, "Anita no circo", "Anita no zoologico", "Anita no balet"...   


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sexta-feira, dezembro 06, 2002 :::
 
Minha provinha do Fred, espero que ele pergunte o que acho que vai perguntar, porque tenho que trabalhar depois, e nao conseguiria fazer a prova no meio da educacao da turma, um silencio absoluto quando esta reunida. Bom "forever" (essa foi pra voce Ivy).
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Teatro Brasileiro (falta de criatividade do kct!!!)
No inicio do século passado começa a surgir a segunda manifestação teatral que podemos considerar genuinamente brasileira, depois dos textos de Martins Pena, o Teatro de Revista. Apesar das pecas não possuírem um conceito mais profundo, devido a falta de diretor dentre os elementos para a construção do espectáculo na época; os textos do Teatro de Revista, como por exemplo os escritos por Arthur Azevedo, possuíam uma carga de brasilidade pois faziam uma critica as condições socio-politicas da época, sempre com humor, o que fez dele um teatro comercial, e talvez por consequência, um pouco superficial, apesar de ser uma critica social, não tinha a intenção de informar ou causar algum tipo de reacao na plateia alem do riso.
Um pouco depois do Teatro de Revista, surge a geração Trianon, aonde as companhias são lideradas sempre por um ator principal e o espectáculo gira em torno desse “primeiro ator” que improvisa e insere cacos sempre visando agradar a plateia. O teatro feito pela geração Trianon e totalmente comercial, a única preocupação era encher o teatro. Tanto que, quando uma peca não trazia publico, era substituída rapidamente por outra. Totalmente superficial. A única coisa que pode se constatar de brasilidade nesse genero e a irreverência dos atores e a capacidade de ultrapassar as dificuldades sempre improvisando uma solução.
A ”Semana de Arte Moderna de 22”, espelho do que acontecia no resto do mundo, planta uma semente do que vem a se desenvolver mais tarde no teatro, que e a quebra da forma em busca de uma arte mais orgânica, mais brasileira.
Dentre os grupos amadores, frutos da semana de arte moderna, esta presente o grupo “Os comdiantes”; que promoveu um dos mais importantes acontecimentos na historia do teatro nacional, ao montar a peca “Vestido de Noiva”. Pela primeira vez o teatro brasileiro e encenado com um valor dado a cena, pois a montagem possui um diretor, o Italiano Ziembinski, que traduz o texto de Nelson Rodrigues dando uma linguagem cenica se utilizando de todos os elementos que o teatro oferece.
A montagem de “Vestido de noiva” do grupo os comediantes, talvez tenha sido a primeira representação de um Teatro Brasileiro. Tem em seu espectáculo um conceito criado pelo diretor, e não só a apresentaco de um texto como antes, isso o torna Teatro de fato. O texto de Nelson Rodrigues, que retrata em suas pecas o cotidiano da sociedade brasileira fazendo uma critica a moralidade através da humanização de seus personagens, e o fato da companhia ter sido fundada por pessoas influenciadas pelo movimento da “Semana de 22”, que buscava a brasilidade nas representações artísticas, faz com que a montagem possua vários elementos brasileiros.
Constatando o sucesso de “Vestido de Noiva” dos Comediantes, um empresário cria o TBC (Teatro de Comedia Brasileiro), construindo o espaço e importando técnicas e diretores estrangeiros. O TBC resgata os grandes clássicos mundiais, apresentados por atores amadores, a principio e profissionalizados mais tarde. Apesar do nome, de brasileiro o único elemento que o TBC possui são os atores, que exercem uma parcela de influencia nas montagens. Mas a grande contribuição do TBC para o teatro nacional, foi a formação dos atores que depois vem a formar suas próprios grupos, como o Arena e o Oficina.
O Arena e o Oficina são grupos formados por atores provenientes do TBC, que montam suas próprias companhias, pela necessidade de um teatro ideológico na época; que passa por um período de repressão política. Os atores sentiram a necessidade não só de entreter o publico, mas de informar e instigar. Cada um com sua linguagem característica, o Oficina com a preocupação estética da cena, e o Arena com um texto forte; mas sempre com o objetivo de causar algum tipo de reacao na plateia, o desconforto, a repulsa, o choque; na tentativa de acordar o povo para a situação do Pais. Nada mais brasileiro do que esses dois exemplos de grupos, aonde existe a brasilidade em todos os elementos, na actuação, na conceituacao, no texto, e ate no objetivo de fazer um Brasil melhor com brasileiros mais conscientes.
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Obs: Olha so Rafael esse tem acento e cidilha!!! Eeeeeeeeh!!!!


::: posted by Map Rezende at 3:18 p.m.




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